Faça como Seo Gilson e confira 8 dicas de finanças para micro e pequenas empresas

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Nesta manhã estava conversando com o Seo Gilson, dono da quitanda do meu bairro e, logo depois, decidi escrever este texto. Tudo bem, não precisa acreditar que foi exatamente assim, mas saiba que na conversa refletimos que, por menor que seja a sua empresa, não basta entender apenas do que você comercializa ou do serviço que você presta. Mais do que isso, é preciso saber de gestão e das finanças do seu negócio, acompanhá-las e ter todos os subsídios para tomar suas decisões.

Se você tem uma pequena empresa, como o Seo Gilson, saiba que é preciso prestar atenção aos números do negócio, caso contrário, suas decisões poderão facilmente ser equivocadas e comprometer o futuro do seu empreendimento. Quanto entra em caixa, o quanto sua empresa fatura, o controle de pagamentos e recebimentos… Estas informações vão ajudá-lo a planejar financeiramente as ações da empresa no curto, médio e longo prazo.

O princípio básico é manter sempre separada sua conta pessoal da conta da empresa e, claro, deixar ambas organizadas. Outro ponto fundamental é fazer sempre registros diários das suas contas a pagar e a receber, seja através de uma planilha ou de um sistema de controle financeiro. Agora sim, faça como o Seo Gilson e aprenda dicas de finanças para micro e pequenas empresas:

1. Para começar, educação financeira

Se as suas contas pessoais não estiverem em ordem, dificilmente as da sua empresa estarão. Logo, antes mesmo de abrir a empresa, certifique-se de que você pode manter as contas e compromissos em dia. Logo falaremos mais sobre capital de giro, mas, basicamente, o importante é ter uma quantia suficiente para manter a sua empresa por um certo período.

Além disso, regras simples como gastar menos do que você ganha, em um período de tempo que demanda investimentos, podem ser difíceis de serem seguidas ao pé da letra. Por isso, seja precavido e faça um planejamento financeiro antes de entrar em um novo negócio.

2. Leve o pró-labore a sério

A remuneração paga aos sócios e gerentes da empresa, conhecida como pró-labore, precisa ser seguida corretamente e é importante profissionalizar a atuação deles. Como já dissemos, jamais misture as finanças dos gestores com as da empresa. Essa separação é essencial para não comprometer os resultados da sua empresa.

Muitos empresários caem no erro de misturar o caixa da empresa com as contas pessoais, afinal, “eu sou o dono e tudo é meu mesmo”. Quem nunca ouviu esta frase ou já até pensou nela, mesmo que baixinho? Não caia nessa, separe as coisas e se atenha única e exclusivamente ao pró-labore estabelecido para os sócios. Se for o caso, altere esse valor, mas não fuja do que está registrado.

3. Acompanhe a DRE

Antes de mais nada, você sabe o que é DRE (Demonstração dos Resultados do Exercício)? Bom, Seo Gilson também não sabia e, como disse a ele, não é tão complicado. Basicamente, o DRE é um relatório contábil que mostra se as operações da empresa estão dando lucro ou prejuízo.

Portanto, tenha DREs completas e regulares, visto que isto será crucial para você conhecer a real situação da empresa. Com esta análise, você terá elementos para planejar corretamente investimentos em seu negócio sem que isto afete as operações diárias e de curto prazo.

Quanto mais você se embasar em números para tomar as suas decisões, mais chances tem de fazer as coisas da maneira correta. Portanto, fique atento no registro de todas as movimentações financeiras da sua companhia.

4. Estude termos e conceitos financeiros

Saiba exatamente o que é lucro, faturamento, receita e despesa e como está sua empresa em função desses termos e conceitos. Familiarize-se também com termos técnicos, tais como capital de giro e ponto de equilíbrio. Eles farão você conhecer melhor sua empresa e as normas e característica do mercado.

Você não precisa se tornar um especialista no assunto, mas é importante saber os termos mais básicos e os cálculos mais importantes. Inclusive, fique tranquilo que o blog da ao³ é uma ótima fonte de conhecimento e pode lhe ajudar bastante no caminho, já que falamos de todos estes temas de forma descomplicada.

5. Corra riscos com sabedoria

Crescer e ter sucesso em sua empresa, muitas vezes, é uma questão de aposta e isso exige correr riscos. Porém, faça isso com informação e consciência, sabendo dos cenários possíveis e se precavendo contra chances de revezes.

Você não precisa ir contra todos os prognósticos apenas para tomar uma atitude ousada. Contudo, muitas vezes é preciso seguir os caminhos mais difíceis e que vão requerer uma dose maior de esforço. Busque sempre a eficiência e fuja das fórmulas prontas, já que nem sempre elas se aplicam ao seu negócio e será preciso avaliar novos cenários.

6. Acabe com as dívidas

Se houver dívidas, veja se seus lucros são capazes de saná-las. Se não forem, meça o custo de cada dívida e o risco de não pagá-la. Tenha em mente que uma dívida pode gerar outra ainda maior e esteja sempre atento às alternativas para quitá-las. Acumulá-las só vai trazer prejuízos e comprometer a sobrevivência da sua pequena empresa.

Enquanto a sua empresa não conseguir caminhar com as próprias pernas, provavelmente você não terá a tranquilidade que deseja. É preciso buscar o ponto de equilíbrio o mais rápido possível e fica muito mais fácil alcançar essa meta sem dívidas de médio e longo prazo cujos valores sejam muito altos.

7. Compre o que é necessário

Compre apenas o que for essencial para a sua empresa e só depois de fazer uma pesquisa cuidadosa de preços de mercado. Negocie com fornecedores, preste muita atenção na sazonalidade e na procura dos produtos para ser mais assertivo nas compras. Um sistema de controle de estoque pode ajudar com isso.

Muitos empresários iniciantes acabam comprando mais produtos do que de fato necessitam apenas para aproveitar um eventual custo unitário menor. Mas lembre-se que estoque significa dinheiro parado. Portanto, calcule as eventuais perdas resultantes da escolha por não ter capital de giro suficiente em prol da compra de produtos mais em conta.

8. Faça uma análise de custos

Os custos que não são capazes de gerar novas receitas devem ser reduzidos para evitar desperdícios. Estas economias podem fazer grande diferença no final das contas e garantir uma maior lucratividade para o seu negócio.

Muitas vezes, temos despesas que não são observadas da maneira correta e acabamos pagando por serviços pouco úteis. Um grande exemplo é a contratação de pacotes de TV a cabo que vêm em combos de telefonia e dados. Será que a sua empresa precisa mesmo dele ou seria mais interessante negociar um desconto na fatura? Faça uma avaliação geral e tente aparar as arestas.

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